O SOM COMO LINGUAGEM

Convergências entre o filme Psicose (1960) e a poética do cordel

LAIANE LIMA FREITAS

O som ocupa papel central na construção da linguagem cinematográfica e na experiência estética do espectador. Desde os primórdios do cinema, mesmo antes do advento do chamado “cinema falado”, a música e os efeitos sonoros já se faziam presentes como recursos fundamentais para intensificar emoções, criar atmosferas e orientar a recepção das imagens em movimento. A articulação entre a banda sonora, composta por música, ruídos e voz, e a banda visual constitui um sistema semiótico complexo, em que cada elemento contribui para a elaboração de sentidos. No caso de gêneros como o suspense e o terror, o som se revela determinante, seja no grito que ecoa como expressão máxima do medo, seja nos silêncios que instauram tensão e expectativa.

Ao mesmo tempo, a literatura de cordel, em sua tradição poética e oral, compartilha com o cinema a centralidade do som. Seja pela métrica, pela musicalidade dos versos ou pela performance da declamação, o cordel evidencia como a palavra escrita preserva a dimensão acústica da poesia. Assim como a trilha sonora intensifica o efeito das imagens no cinema, os recursos fônicos e rítmicos potencializam o efeito da narrativa popular.

LEIA O ENSAIO COMPLETO

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *