livros recebidos

revista DESENREDOS
Rua Quintino Bocaiúva, 1711
Vila Operária
Teresina - PI
64002-370


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El libro de los regresos
David Cortés Cabán
[Madrid, Editorial Verbum, 1999]


Los poemas de David Cortés Cabán son como una regenaración. Nos muestran que en la aventura de la palabra todavia es posible el decir lírico sin caer em los extremos del histrionismo verbal y gestal que funge y finge de poesía.

José Manuel Torres Santiago (Hunter College)


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Dia Útil
Danilo Bueno
[São Paulo, Lumme Editor, 2011]


Na obra, o poeta nascido em Mauá faz uso da ironia e do escárnio enquanto discute sobre problemas estruturais que vão desde o consumismo até as 'trapaças' do marketing. "Há também poemas de desprezo ao meio literário e temas mais amplos como o Estado e a democracia", completa Bueno.

[...]
.
O título da obra representa, segundo Bueno, o embate com a sobrevivência. "É a necessidade da jornada de trabalho, o apelo civil do mundo. Nada mais político do que isso", justifica o poeta, que apresenta conjunto de poemas lírico-satíricos, 37 textos ao todo, sem qualquer ligação com ideologia ou partidarismo.

[...]

(Sara Saar, in Diário do Grande ABC)


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Noite Nula
Carlos Felipe Moisés
[Nankin, São Paulo, 2008]
vendas: vendas@nankin.com.br ou nas principais livrarias


Noite nula é um livro pleno de poesia e de poesia plena. Carlos Felipe Moisés deixou passar dez anos da publicação de seu anterior livro de poesia (Lição de casa & poemas anteriores - Nankin Editorial, 1998), retornando agora, com largos passos adiante (se isso é possível num poeta maduro...), reafirmando as melhores qualidades de um percurso poético que vem desde 1960.

Indicando a continuidade e o avanço, uma espécie de poema-prefácio, quase à margem do livro anterior, ali grafado em itálico - e sem título (Toda lição é de casa. Uma ensina a aprender outra aprende a ensinar. Não sei para quando será a viagem.), reaparece integrando Noite nula, "normalizado" com o título de "Monk & Mulligan" a demonstrar que há dez anos encontrava-se em gestação este novo livro. Mas esse tempo cronológico não é o mérito do novo. Este é um outro tempo, o da articulação de uma matéria cultural e musical, feita de retalhos e fragmentos, de figuras e imagens, de gente imersa nos escaninhos das vias reconstruídas pela memória.

Noite nula, na sua metáfora enigmática, constitui o trabalho de um poeta maduro, que busca a cumplicidade dos leitores cuja sensibilidade e inteligência estejam abertas para uma aventura, que percorre o melhor e maior da poesia contemporânea. Mas essa aventura é ainda maior: a subjetividade e a linguagem problemáticas do homem diante do tempo, da vida e da morte. Essas instâncias (por assim dizer) percorrem cada poema, pois elas dizem do que foi, do que se perdeu e do que ainda sobrevive, aliciando a matéria histórica para a sua duração. É um convite.
(Release da Nankin Editorial)



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Mímesis e a Reflexão Contemporânea
Luiz Costa Lima [org.]
[EDUERJ]
vendas: eduerj.comercial@gmail.com


Quão rico pode ser pensar o contemporâneo a partir de um conceito que atravessou pelo menos dois séculos e meio de existência no repertório teórico e cognitivo de alguns dos maiores pensadores da humanidade?

Essa é a pergunta que Luiz Costa Lima, Professor Titular de Literatura Comparada da UERJ e de Teoria da História da PUC, propõe-se a responder em Mímesis e a reflexão contemporânea.
O livro é composto por uma coletânea de seis ensaios nos quais os autores Jean-Pierre Vernant, Hans Blumenberg, Arbogast Schmitt e David E. Wellbery apresentam uma história semântica do termo mímesis, revendo suas aplicações na antiguidade clássica de Aristóteles e Platão, passando pelo Renascimento, quando se reconhece uma proximidade conceitual com o italiano imitatio, chegando às reflexões de Kant, Hegel e Schelling, ao pensamento marxista e à filosofia de Auerbach. (...)
(Henrique Biscardi. Em: http://www.eduerj.uerj.br/resenhas/Mimesis.pdf)


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Machado e Borges
e outros ensaios sobre Machado de Assis
Luís Augusto Fischer
[Arquipélago Editorial]
vendas : http://loja.arquipelagoeditorial.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=7

Nos seis estudos reunidos neste livro, o crítico literário Luís Augusto Fischer apresenta o resultado de décadas de reflexões sobre a obra e a vida de Machado de Assis. Um dos ensaios, o que abre este volume, compara Machado e o argentino Jorge Luis Borges. Segundo John Gledson, que assina a orelha, Machado e Borges são dois autores muito comparados, mas sem os detalhes que Fischer apresenta, oferecendo contextos geográficos, históricos e biográficos. No ensaio seguinte, ele evoca Edgar Allan Poe, fazendo um exame literário desse triângulo. Outro destaque de Machado e Borges e Outros Ensaios Sobre Machado de Assis é a análise minuciosa dos contos machadianos. (O ESTADO DE SÃO PAULO)



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Canto Desalojado
Alfredo Fressia
[Lumme Editor, Bauru/SP, 2010]
vendas : vendas@lummeeditor.com


A poesia de Alfredo Fressia, coligida e traduzida na presente antologia bilíngüe sob o título de Canto desalojado, é herdeira emblemática da ancestral dualidade uruguaia. Trata-se de um poeta uruguaio incidentalmente residente no Brasil, que permaneceria tão uruguaio caso morasse em Paris ou em Baikiri? Ou seria então um poeta brasileiro, pois naturalizado brasileiro, com a peculiaridade de escrever em castelhano? Se uma identificação geográfica fosse de fato essencial para se qualificar uma poesia, qualquer poesia, seria talvez o caso de se criar para Alfredo Fressia uma categoria particular só dele – a de poeta cisplatino, categoria com um gentílico amplo o suficiente para englobar todo o lado de cá do Prata, de Montevidéu a São Paulo, em suas múltiplas idiossincrasias, e indicativa do que “poderia ter vindo a ser sem nunca ter sido” o caldeirão cultural luso-uruguaio, há muito desaparecido como promessa.
A seleção de poemas dessa antologia norteou-se, e se deixou nortear, sobretudo pelo caráter “desalojado” da poesia de Alfredo Fressia. Canto desalojado é uma coletânea do fora do lugar, do que não se enquadra perfeitamente em seu contexto e em nenhum outro, do que se vê deslocado até mesmo em seu canto de origem.
(Fábio Aristimunho Varges, no Prólogo do organizador)



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Todos os Ventos

Antonio Carlos Secchin
[poesia reunida, RJ, Nova Fronteira, 2002]

Dedicar-se à poesia e não a um estilo poético é a missão assumida por Antonio Carlos Secchin, cujos poemas reunidos aparecem somente agora, depois de 30 anos de produção – Todos os ventos, Nova Fronteira: 2002. Sua atuação como professor de literatura e crítico de poesia lhe deu uma abertura para todas as formas poéticas, que ele pratica como caminhos possíveis para a literatura, que pode estar tanto na prosa mais pedestre quanto na lírica com aspirações de sublimação metafórica. O poeta é, para ele, um conciliador permanente de contrários: de um lado, poemas satíricos, de outro, solenes sonetos; o verso tendendo para experiências concretas ou carregado de ressonâncias românticas; a poesia ligeira convivendo com experiências mais complexas e extensas; o biografismo lírico e a discussão aforística do fazer poético. São estas janelas opostas, dando para paisagens diferentes, que encontraremos em um livro marcado por uma profunda aceitação do outro, um outro visto como possibilidade de ser um eu/linguagem.
Se, como crítico, a poesia existe para Antonio Carlos Secchin, como poeta, a crítica também conta para ele. Distante da intransigência estética dos poetas-críticos, que circulam dentro de um conceito artístico tribal, Secchin tem um interesse visceral por todas as possibilidades de abordar a poesia, esta arisca amante, sempre provisoriamente travestida.
(Miguel Sanches Neto)



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Escritos sobre Poesia & alguma ficção

Antonio Carlos Secchin
[RJ, edUERJ, 2003]

Antonio Carlos Secchin não consegue surpreender com a publicação de seu novo livro, Escritos sobre poesia & alguma ficção. O que é uma alegria para o seu leitor assíduo. Não se trata de mais um livro de ensaios, mas, como percebeu com inteligência André Seffrin, de uma ficcionalização da crítica literária. Desse modo, põe à margem o pernóstico vocabulário acadêmico (que nunca o contaminou) para poder manter a beleza, tantas vezes vitimada, do objeto que observa.
As duas criações mais explícitas do livro (Memórias Póstumas de Castro Alves e Em torno da traição) acabam sendo apenas uma metonímia mais impactante de sua crítica escritural, o que se percebe desde Poesia e Desordem, passando por seu estudo de referência João Cabral: a poesia do menos.
Poetização da escrita ensaística, conexão de uma sintaxe limpa e legível com uma elaborada seleção vocabular e sem afetação, aproximação metafórica que põe em risco o conceito para dar vazão à percepção ativa, infidelidade à ilusória exatidão iluminista, são qualidades que, juntas, retiram o mérito da adivinhação: trata-se inevitavelmente de Antonio Carlos Secchin.
(Peron Dias)



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Oeste – Nishi

Paulo Franchetti
tradução para o japonês H. Masuda Goga

[Ateliê editorial, Cotia-SP, 2007]

Que novidade a tradição do haicai pode trazer ao leitor ocidental? Para Paulo Franchetti, que reúne em Oeste suas contribuições ao gênero, o haicai busca “não a beleza da imagem ou da combinação dos sons, mas o registro ou o despertar de uma percepção muito ampla ou intensa nascida de uma sensação. O bom texto de haicai é aquele que consegue, com o mínimo, obter apenas o suficiente”. Os poemas desta edição bilíngue podem ser lidos em japonês na primorosa versão de H. Masuda Goga.
(site da Ateliê Editorial)



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Livro de Papel

Adriana Versiani dos Anjos
[Edição do Autor, Belo Horizonte, 2009]

O diferencial desafiador do novo livro de Adriana Versiani está na questão emblemática posta no tema: Como ou por que "escrever biografias de vocês que não existem"? Desmantela-se desde já a concepção da falácia literária, bem como da caracterização acadêmico-genérica da biografia ou do conceito remanescente da Antiguidade Clássica ou da ideia remotíssima de a autora estar a homenagear Aristóxeno de Tarento, criador da biografia literária. Seus relatos são, realmente, ricos em estranhamento, uma releitura da estética neobarroca e do classicismo na biografia contemporânea, que incorpora fragmentos, cartas, resíduos de memória, revelações/descrições inusitadas, segredos compartilháveis, uma tendência moralizante da linguagem pós-feminista.
(Márcio Almeida. In: jornal Estado de Minas)



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A Densidade do Céu sobre a Demolição

Casé Lontra Marques
[Confraria do Vento, Rio de Janeiro, 2009]

Tornar interminável o que sempre termina. Esta parece ser a aventura da intensidade na poesia de Casé Lontra Marques neste seu terceiro trabalho poético A densidade do céu sobre a demolição.
De um ponto ao outro e a qualquer ponto, em direções múltiplas e infinitas, a intensidade da escrita, as formas potencializadas das múltiplas estruturas de texto e a impossibilidade reabilitada a cada instante, ou seja, tornando interminável o que termina, reescrevendo intensidades e densidades para navegar por mares adulterados do sentido, tornam este livro uma aventura de intensidade, pensamento e espessura de sentidos e linguagem.
(Alexandre Moraes. In: blog A densidade do céu sobre a demolição)



 

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